sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Glaucoma pode ser tratado sem colírios diários? Estudos mostram quando o laser SLT pode ser a primeira opção

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Noticias de Brasilia Online 17 horas atrás - 10 minutos de leitura
Glaucoma pode ser tratado sem colírios diários? Estudos mostram quando o laser SLT pode ser a primeira opção
Glaucoma pode ser tratado sem colírios diários? Estudos mostram quando o laser SLT pode ser a primeira opção

Sim. Em determinados pacientes com glaucoma de ângulo aberto ou hipertensão ocular, o tratamento pode começar com a trabeculoplastia seletiva a laser, conhecida como SLT, em vez de colírios diários. O objetivo é reduzir a pressão intraocular para diminuir o risco de perda visual. A decisão depende do tipo de doença, da pressão-alvo e dos exames.

Essa possibilidade ganhou força com ensaios clínicos de acompanhamento prolongado. No estudo LiGHT, 69,8% dos olhos inicialmente tratados com SLT permaneceram na pressão-alvo sem necessidade de medicamentos ou cirurgia adicional na avaliação de seis anos. O resultado não significa que todos ficarão livres dos colírios nem que o glaucoma possa ser curado.

A discussão passou a fazer parte da oftalmologia moderna e interessa também a pacientes de Campinas e região. A Clínica Vizon inclui o SLT entre as opções relacionadas ao glaucoma, ampliando a possibilidade de avaliar o laser já nas etapas iniciais do planejamento terapêutico.

O que este artigo aborda:

Por que alguns pacientes não precisam começar pelos colírios?

A redução da pressão intraocular é a principal intervenção comprovada para retardar a progressão do glaucoma. Durante décadas, os colírios foram a escolha inicial para grande parte dos pacientes. Eles continuam eficazes, mas exigem aplicação correta, horários regulares e acompanhamento ao longo de anos, muitas vezes sem que a pessoa perceba sintomas da doença.

O SLT oferece uma maneira diferente de atingir a mesma finalidade. Em vez de depender de aplicações diárias, o laser estimula a região de drenagem natural do olho. Quando a resposta é suficiente, o médico pode acompanhar a pressão sem prescrever colírios naquele momento.

A ausência de medicamentos é uma consequência possível, não uma garantia. Alguns pacientes precisam associar laser e colírios desde o início; outros começam sem medicamentos e necessitam deles posteriormente. O critério de sucesso é preservar o nervo óptico, não apenas reduzir a quantidade de frascos utilizados.

O que realmente mostrou o estudo LiGHT?

O LiGHT comparou estratégias iniciais de tratamento: SLT ou colírios, em pessoas com glaucoma de ângulo aberto ou hipertensão ocular. Foi um ensaio clínico randomizado, com acompanhamento que permitiu avaliar não apenas a pressão nas primeiras semanas, mas a evolução dos pacientes por vários anos.

Na análise de seis anos, 69,8% dos olhos do grupo iniciado com laser permaneceram dentro da pressão-alvo sem necessidade de colírios ou cirurgia adicional. A interpretação exige cuidado: alguns olhos precisaram de aplicações adicionais de SLT, e os resultados pertencem a uma população com critérios específicos.

Os pesquisadores também observaram diferenças em indicadores de progressão da doença e necessidade de procedimentos adicionais entre os grupos. Isso tornou a estratégia de iniciar com SLT clinicamente relevante. Não seria correto, contudo, concluir que todo paciente terá melhor resultado com laser ou que os colírios deixaram de ser uma boa opção.

O percentual de 69,8% vale para todos os tipos de glaucoma?

Não. O estudo reuniu perfis determinados de glaucoma de ângulo aberto e hipertensão ocular. Pessoas com doença muito avançada, fechamento angular ou anatomia diferente podem exigir decisões específicas. Além disso, a estatística se refere a olhos analisados, não a uma previsão matemática personalizada para cada pessoa atendida.

Quando as diretrizes passaram a recomendar o SLT primeiro?

Com base nessa evidência, recomendações internacionais passaram a considerar a trabeculoplastia seletiva como tratamento inicial para pessoas com glaucoma crônico de ângulo aberto não avançado e certos pacientes com hipertensão ocular sob risco de comprometimento visual. A diretriz britânica NICE, atualizada em 2022 nesse ponto, recomenda SLT de 360 graus para perfis elegíveis.

Isso representa uma mudança de sequência terapêutica, não substituição obrigatória dos medicamentos. As recomendações também reconhecem situações em que o laser não é adequado ou não é a preferência do paciente. A escolha precisa levar em conta características da doença, efeitos adversos, custos e disponibilidade.

Em pacientes com comprometimento avançado do nervo óptico, a necessidade de pressão muito baixa pode justificar intervenção cirúrgica ou combinação de recursos. Uma tecnologia menos invasiva não deve atrasar um tratamento mais potente quando existe risco concreto de progressão.

Como funciona a SLT sem cortes no olho?

A trabeculoplastia seletiva a laser atua sobre células pigmentadas da malha trabecular, estrutura responsável por parte da drenagem do humor aquoso. Os pulsos seletivos desencadeiam uma resposta biológica que pode facilitar a saída desse líquido e diminuir a pressão.

A aplicação costuma ocorrer em ambiente ambulatorial, com anestesia em gotas e auxílio de um equipamento semelhante ao utilizado em exames oftalmológicos. A sessão geralmente é curta, mas sua duração depende das condições do olho. Depois, o profissional define as medições de pressão e os retornos necessários.

Por não envolver incisão, a SLT é menos invasiva que cirurgias filtrantes tradicionais. Ainda assim, pode ocasionar inflamação transitória, irritação, visão temporariamente embaçada e, em alguns casos, elevação passageira da pressão intraocular. O procedimento exige indicação correta e não deve ser apresentado como isento de riscos.

Qual redução de pressão é esperada após o laser?

Em pacientes selecionados, referências clínicas descrevem redução aproximada de 20% a 30% em relação à pressão anterior. Trata-se de uma faixa observada com frequência, não de promessa individual. A resposta depende da pressão inicial, do funcionamento da malha trabecular e de características próprias do olho.

Imagine duas pessoas com o mesmo diagnóstico, mas necessidades diferentes: uma apresenta pressão de 24 mmHg e meta próxima de 18 mmHg; outra precisa atingir 11 mmHg porque já tem dano importante. Mesmo com redução percentual semelhante, o resultado pode ser suficiente apenas para a primeira. Metas individualizadas importam mais do que percentuais isolados.

A avaliação da resposta não termina ao sair da sala do laser. O efeito pode ser progressivo e precisa ser conferido em consultas subsequentes. Medições, exames estruturais e campo visual ajudam a verificar se a pressão alcançada está, de fato, protegendo o nervo óptico.

Quem tem dificuldade com colírios pode se beneficiar?

A rotina dos colírios parece simples, mas tem obstáculos concretos. Pessoas com tremor, problemas de memória, dificuldade de acesso ao medicamento ou horários de trabalho irregulares podem usar o produto com menos consistência do que o esperado. Algumas apresentam ardor ou desconforto associado à formulação.

Nessas circunstâncias, conversar sobre SLT pode ser relevante. O laser não exige uma aplicação diária para produzir seu efeito inicial. Entretanto, não elimina a necessidade de controle: quem deixa de usar colírio sem orientação ou abandona as consultas continua exposto à progressão silenciosa.

É preciso distinguir intolerância medicamentosa de dificuldade de técnica. Muitas falhas podem ser corrigidas com demonstração da maneira correta de pingar gotas, revisão dos horários ou troca de formulação. A opção pelo laser deve surgir de avaliação abrangente, não apenas do incômodo de usar um frasco.

Posso parar os colírios assim que fizer a SLT?

Não sem orientação médica. Mesmo quando a intenção é reduzir medicamentos, a suspensão depende da pressão observada depois do laser e da segurança do nervo óptico. Interromper por conta própria pode provocar perda de controle enquanto o resultado da aplicação ainda está sendo avaliado.

O efeito dura a vida toda ou pode ser necessário repetir?

O benefício do SLT pode durar anos em determinados olhos, mas nem sempre é permanente. Quando a resposta diminui, uma nova aplicação pode ser considerada se a primeira tiver sido eficaz e se o médico julgar que o procedimento continua apropriado.

A necessidade de repetição não implica, por si só, fracasso. A estratégia pode prever outra sessão, introdução de colírios ou transição para outra técnica, conforme a pressão-alvo. Repetir laser sem analisar a progressão pode atrasar decisões importantes em pacientes com perda funcional crescente.

O acompanhamento de longo prazo deve observar mais do que a pressão. Campo visual e OCT oferecem informações complementares sobre o nervo óptico. Quando mostram progressão apesar de medições aparentemente satisfatórias, o médico pode precisar revisar a meta e investigar outros fatores.

Quando o laser não é a melhor primeira escolha?

A SLT depende do acesso adequado à malha trabecular. Em ângulo fechado, o problema anatômico pode exigir medidas diferentes. Uma crise aguda com dor intensa, vermelhidão, halos e náusea é emergência oftalmológica e não deve aguardar um agendamento eletivo.

Também é necessária cautela em determinados glaucomas secundários, olhos com alterações importantes do ângulo e situações em que a pressão deve cair rapidamente para níveis muito baixos. Colírios, iridotomia e cirurgias têm papéis próprios. Nenhuma técnica é superior em todos os cenários.

Pacientes com diagnóstico recente devem evitar anúncios que prometam eliminar colírios para sempre. A pergunta correta é se existe evidência de que aquele olho terá pressão suficientemente controlada para reduzir o risco de perda visual durante os próximos anos.

Como se decide entre laser e medicamentos em Campinas?

A consulta começa com a confirmação do tipo de glaucoma e do dano existente. Tonometria, gonioscopia, exame do nervo óptico, paquimetria, OCT e campo visual podem contribuir para construir a decisão. Também importam histórico familiar, medicamentos usados e resultados de exames anteriores.

Na Clínica Vizon, em Nova Campinas, o SLT integra as alternativas que podem ser discutidas após avaliação oftalmológica. O conteúdo sobre fototrabeculoplastia a laser para glaucoma explica como a técnica se relaciona à pressão ocular e quais fatores interferem na indicação, servindo como leitura preparatória.

A instituição é liderada pelo Dr. Aron Barbosa Caixeta Guimarães, médico oftalmologista registrado no CRM-SP 129158 e RQE 37419. A unidade fica na Avenida Doutor Hermas Braga, 117, em Campinas. A confirmação de quem executará cada procedimento, assim como agenda e valores, deve ser feita diretamente com a equipe.

Que perguntas o paciente deve levar à consulta?

Uma conversa produtiva esclarece qual pressão é considerada segura para aquele olho, quanto o SLT provavelmente poderia reduzir, quais fatores sugerem boa resposta e como será feito o controle. Também é razoável perguntar o que acontecerá caso seja necessário manter colírios.

Outra questão é a comparação entre benefícios e limitações. Medicamentos podem oferecer controle adequado para algumas pessoas; o laser pode simplificar a rotina de outras. Preferências importam, mas a integridade do campo visual e do nervo óptico deve permanecer como prioridade.

Pacientes interessados em conhecer a Clínica Vizon em Campinas podem procurar avaliação com seus exames anteriores, caso existam. Glaucoma não costuma produzir avisos precoces perceptíveis, e a eficácia de qualquer tratamento depende da continuidade das revisões clínicas.

Tratar sem colírios é possível; tratar sem acompanhamento, não

A principal novidade das pesquisas não é a promessa de abandonar medicamentos, mas a demonstração de que começar pelo laser pode ser uma opção baseada em evidências para perfis selecionados. Isso amplia a autonomia do paciente, desde que ele compreenda probabilidades, limitações e riscos.

O SLT não regenera fibras do nervo óptico nem devolve visão perdida. Sua finalidade é reduzir a pressão e ajudar a preservar o que resta. Para quem recebeu diagnóstico de glaucoma de ângulo aberto, vale discutir com o oftalmologista se começar com laser, colírios ou uma combinação atende melhor ao caso.

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